terça-feira, 26 de julho de 2011

CONTEÚDO DO TARABALHO 3º BIMESTRE - 2ºs A B C D E F - Matutino

1) O Pós-Impressionismo (Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec)
2) Missão Artística Francesa no Brasil
3) Pintura Acadêmica no Brasil (Almeida Junior, Belmiro de Almeida, Pedro Américo e Vitor Meireles)
4) Teatro Épico de Bertold Brecht
5) Músicas dos objetos de conhecimentos do PAS (Moreira da Silva, Carmem Miranda, Chico Buarque, Caetano Veloso, Blitz, Xangai, Michel Jackson e outros...)
         Cada grupo deverá entregar um trabalho escrito sobre o assunto que lhe coube na data combinada para sua apresentação. (Apresentação Power Pointer, Movie Maker... que tenha a preocupação com a sua visualidade. Artista, nome da obra) 2,0 pts.

domingo, 12 de junho de 2011

Ângelus – Jean François


A obra Ângelus é o quadro mais famoso do pintor francês Jean François Millet e o que melhor exprime seu compromisso com o realismo. Millet mostra dois camponeses orando, dando graças a Deus pela colheita obtida através do suor e do esforço de muitos dias. É uma obra do ano de 1859 e hoje integra o aervo do museu de Orsay. Nesta famosa pintura, um homem e uma mulher em pé, em uma postura de reverência, na Hora do Ângelus. Ele de cabeça baixa, segurando o chapéu, ela leva as mãos ao peito num sinal de devoção. O Ângelus é uma pratica religiosa, realizada em devoção à Imaculada Conceição, repetida três vezes ao dia, de manhã, ao meio dia e ao entardecer. A oração é constituída de três textos que descrevem o mistério da Encarnação, respondidos com Ave Maria e uma oração final. Na tepidez de seus ocres e marrons, no lirismo de sua luz, na magnificência e dignidade de suas figuras humanas, o pintor manifestava a integração do homem com a natureza.

Ensaio de Ballet – Edgar Degas

O quadro é marcado pelos tons vibrantes, marca do pintor Degas. O quadro é muito expressivo, a bailarina parece que voa e o ambiente em torno dela mostra movimento. A obra possui vida. Esse é mais um quadro de Edgar Degas que retrata o Ballet.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fotografia com Arte

Mande sua foto srbukater@r7.com


                                                                                      foto: Marcos Luis 2ºC


Falar em arte, fotografia e novas tecnologias, significa falar do desenvolvimento técnico, do desdobrar do saber, retrato do ser humano e da humanidade contemporâneos. A arte sempre utilizou diferentes técnicas: técnicas médicas para embalsamar as múmias do Egito; técnicas para fixar as tintas; técnicas de construção (engenharia e arquitetura) em monumentos, castelos, igrejas, técnicas artesanais para a fabricação de pincéis; as técnicas de reprodução da imagem: xilogravura, gravura sobre metal, litografia, serigrafia, off-set, etc.


A perspectiva nada mais é do que sistematização do olhar, uma técnica para transcrever sobre um suporte a visão. A fotografia introduziu um procedimento químico que permitiu fixar um espectro da imagem visualizada. Muitos crêem que foi a fotografia que forçou a arte a pintar como os impressionistas e, depois, os cubistas. Não estou bem certa disto. Todo um contexto novo gerado pela revolução industrial deu à vida uma nova dimensão. Havia, além do aparecimento de objetos industrializados, uma aceleração da produção, uma aceleração da vida em si, que gerava uma nova compreensão do mundo. Costumo dizer que havia, nesta época, como há agora, uma nova ecologia simbólica sendo gerada.

Os impressionistas são conhecidos por pintarem ao ar livre e este fato é pensado, muitas vezes, apenas, como um desejo de criar novidade na arte. Os impressionistas –não esqueçamos que houve Turner, na Inglaterra, antes deles, e que Turner muito viajou pela França fazendo aquarelas - foram levados a pintar ao livre porque, com a revolução industrial, começou-se a produzir as tintas industriais e as bisnagas de tinta tal qual as conhecemos hoje, e isto facilitava enormemente o transporte das tintas. Antes, as tintas tinham que ser produzidas pelo pintor, ou por um aluno, no atelier, e eram guardadas em bexigas animais (tripas) frágeis ou vidros muito pesados. Cézanne pintou com pincéis e espátulas produzidos industrialmente, obtendo uma pintura totalmente renovada. Tintas e novas cores industriais, bisnagas de metal, pincéis e espátulas feitos em série são frutos da Revolução Industrial que vieram definitivamente modificar a Arte.

Os dadaístas trouxeram enormes inovações, não só para a Arte, mas também para a tipografia e a propaganda. Acredito que o próprio conceito de arte foi modificado, neste momento. Esta afirmativa seria óbvia se estivéssemos pensando nos ready-mades de Marcel Duchamp, mas estamos nos referindo apenas aos panfletos dadaístas. Além disto, este movimento esboçou o que depois viria a tornar-se a linguagem artística performance (happennings, body-art, art corporel) que trouxe a arte tornada efêmera, o tempo como elemento estético da arte, o corpo como sujeito e objeto da arte, a arte multidisciplinar. Tantas novidades foram geradas por uma realidade no limite do absurdo: a Primeira Guerra, dita, mundial que na realidade arrasou a Europa matando 8.700 mil pessoas. Apenas na França, a guerra deixou 700 mil mutilados! O dadaísmo nasce desta realidade, deste momento histórico. A arte está toda plena da história, da política, da economia, da produção industrial, atualmente, da ecologia das, ditas, novas tecnologias, da globalização. Por isso mesmo, me referi acima, a uma nova ecologia simbólica. A noção de ecossistema é uma noção que evidencia que a menor parte é imprescindível para o todo e que este todo pode ser destruído por um mal-estar pequeno de uma menor parte. Assim "voluem" (para evitar o 'evoluir' carregado de uma noção de progresso) a arte, as técnicas, as ciências, as histórias…, por processos rizomáticos em planos imanentes diriam Gilles Deleuze e Félix Guattari. [i]

A técnica da informática (a palavra 'tecnologia' -saber sobre a técnica- tem sido utilizada, sem uma maior reflexão, para designar uma técnica avançada), a técnica digital, e a rede de informações, como anteriormente outras técnicas, vem, certamente, ampliar as possibilidades da arte. Mas também, a globalização virá modificar o conteúdo da arte.

A fotografia digital, altamente manipulável, virá reconduzir a falsa idéia de que a fotografia química representava o real. De fato, a fotografia sempre foi um corte do real, corte espacial (recorte) e temporal (60 avos de segundo, em média), uma manipulação do real, fosse ela manipulação de iluminação ou de laboratório. 

Os efeitos especiais, no cinema, e as animações tridimensionais geradas por computador, eu diria, estão arrancando nossas crianças do que se crê real. Nos parques de diversões imergimos em realidades tridimensionais, totalmente geradas por computador, e somos levados à sensações físicas de desconforto como na realidade. E para as crianças, sem uma noção precisa da diferença entre real e imaginado/criado pelo homem e suas técnicas, estas experiências se incrustam…

A rede de informações, que do meu ponto de vista, só é rede de comunicações quando há performance, interlocução, vem interceptar o quotidiano, daqueles que a ela tem acesso, de forma radical e definitiva.

Muitos são os pontos sobre os quais incidem estas novidades técnicas: os livros se redefiniram com os CD-Roms; a música, tanto em seu fazer artístico quanto em sua forma de difusão, multiplicou possibilidades; a matemática revitalizou-se com os fractais de Mandelbrot, e a teoria do caos redimensionou a física, a química e a biologia; a meteorologia, a ecologia,… tudo está sendo monitorado por satélites o tempo todo, os computadores, a partir dos dados recolhidos, chegam a resultados nunca imaginados.

Para o artista, de fato, não importa utilizar-se, ou não, das novas técnicas. Utilizar-se de novas técnicas não implica necessariamente fazer uma arte nova. Ao contrário, muitas vezes, o artista ao utilizar-se de novas técnicas, se perde, perde a busca de algo que realmente represente as inquietações, os prazeres e a consciência do público. O público, também, ao maravilhar-se com a novidade técnica, perde seu senso crítico. O que importa, para o artista, é estar consciente dos anseios do indivíduo, sabedor das realidades locais e pleno dos processos no mundo. Independentemente da técnica utilizada, importa realizar um trabalho que, como conceito, esteja imerso na atualidade.
Fonte:http://www.corpos.org/papers/artefoto.html

quinta-feira, 12 de maio de 2011

ARTES GRÁFICAS

 - Conjunto dos processos que abrange a criação e preparação de trabalhos de arte destinados à reprodução (incluindo o desenho de figuras, ornatos de letras, a diagramação, a montagem e arte final) e a produção gráfica propriamente dita, por meios mecânicos ou artesanais ( incluindo a gravura, a tipografia, o offset e outras técnicas de impressão e de acabamento, encadernação, etc.).

CARTUM
– Narrativa humorística, expressa através da caricatura e normalmente destinada à publicação em jornais e revistas. O cartum é uma anedota gráfica. Seu objetivo é provocar o riso do espectador; e sendo uma das manifestações da caricatura, ele chega ao riso através da crítica mordaz, satírica, irônica e principalmente humorística do comportamento do ser humano, de suas fraquezas, dos seus hábitos e costumes. Muitas vezes, porém, o riso contido num cartum pode ser alcançado apenas com um jogo criativo de ideias, por um achado humorístico ou por uma forma inteligente de trocadilho visual. O cartunista pode recorrer às legendas ou dispensá-las.

CHARGE
Cartum  cujo objetivo é a crítica humorística de um fato ou acontecimento específico, em geral de natureza política. O conhecimento prévio, por parte do leitor , do assunto de uma charge é, quase sempre, um fator essencial para a sua compreensão. Uma boa charge , portanto, deve procurar um assunto momentoso e buscar ir direto aonde estão centrados a atenção e o interesse do público leitor. A mensagem contida em uma charge eminentemente interpretativa e crítica e, pelo seu poder de síntese, pode ter às vezes o peso  de um editorial. A charge usa.quase sempre, os elementos da caricatura na sua primeira acepção , o que nunca acontece com o cartum, onde os bonecos são a representação  de um tipo de ser humano e não de uma pessoa específica.


MOVIMENTO DE ARTES E OFÌCIOS (ARTS & CRAFTS -  
Foi um movimento estético surgido na Inglaterra, na segunda metade do século XIX. Defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa e pregava o fim da distinção entre o artesão e o artista. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão-artista, que mais tarde seria conhecido como designer. Foi influenciado pelas ideias do romântico John Ruskin e liderado pelo socialista e medievalista William Morris.
Durou relativamente pouco tempo, mas influenciou o movimento francês da art nouveau e é considerado por diversos historiadores como uma das raízes do modernismo no design gráfico, desenho industrial e arquitetura.
De acordo com Tomás Maldonado, o Arts & Crafts foi uma importante influência para o surgimento posterior da Bauhaus, que assim como os ingleses do século XIX, também acreditavam que o ensino e a produção do design deveria ser estruturado em pequenas comunidades de artesãos-artistas, sob a orientação de um ou mais mestres. A Bauhaus desejou, assim, uma produção de objetos feito por poucos e adquirido por poucos, nos quais a assinatura do artesão tem um valor simbólico fundamental. De forma ampla, a Bauhaus herda a reação gerada no movimento de Morris contra a produtividade anônima dos objetos da revolução industrial.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Art Nouveau - Valéria Peixoto de Alencar


O prédio projetado pelo arquiteto Antonio Gaudí, símbolo da cidade de Barcelona

Art Nouveau -Estilo influenciou as artes gráficas e a arquitetura

O Art Nouveau (arte nova) foi um movimento que surgiu na Europa, entre 1890 e 1910. Essencialmente decorativo, voltado ao design e à arquitetura, influenciou também o universo das artes plásticas. Recebeu nomes diferentes nos diversos países onde se manifestou: style nouille (estilo macarrônico) na França; style coup de fouet (estilo golpe de chicote) na Bélgica; modern style (estilo moderno) na Inglaterra; jugendstil (estilo da juventude) na Alemanha; style liberty (estilo livre) na Itália.O art noveau preocupava-se com a originalidade da forma, tinha relação direta com a Segunda Revolução Industrial e com a exploração de novos materiais, como o ferro e o vidro (principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética), e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida, que teve grande influência nos cartazes, como no exemplo do rótulo da Lotion Edista, que expressa bem a idéia do Art Nouveau, que destaca o valor ornamental de linhas de origem floral, determinando formas delicadas, sinuosas, ondulantes e sempre assimétricas.Diferente de outros movimentos de vanguarda do início do século 20, que se iniciaram na pintura, o art nouveau não foi dominado pelas artes plásticas. Mesmo os pintores mais estreitamente relacionados com o estilo, Toulouse-Lautrec, Pierre Bonnard e Gustav Klimt, por exemplo, criaram cartazes e objetos de decoração.Ainda assim, na pintura, o estilo esteve relativamente presente nas obras de Vassili Kandinsky e Franz Marc, alcançando seu período de sucesso entre as duas últimas décadas do século 19 e as duas primeiras do século 20, quando é substituído, gradativamente, pelo estilo art déco e, em seguida, definitivamente abandonado.

O art nouveau na arquitetura - O Art Nouveau surgiu como uma tendência arquitetônica inovadora do fim do século 19: um estilo floreado, em que se destacam as formas orgânicas inspiradas em folhagens, flores, cisnes, labaredas e outros elementos.Os edifícios apresentam linhas curvas, delicadas, irregulares e assimétricas. Mosaicos e mistura de materiais caracterizam muitas obras arquitetônicas, como as de Antoni Gaudí, expoente do movimento na Espanha. Com cacos de vidro e ladrilhos, ele decora construções como o Parque Güell e a Casa Milá, em Barcelona. A Catedral da Sagrada Família é outra obra sua de destaque.
Art Nouveau no Brasil - O estilo do art nouveau chegou ao Brasil nos primeiros anos da República, com o nome de arte floreal, e, como na Europa, exerceu forte influência na arquitetura e nas artes gráficas. Eliseu Visconti foi seu artista representativo.

*Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte). é historiadora formada pela USP e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

O Impressionismo



Claude Monet - Impressão, Sol Nascente (1872)
www.arteuniversal.com.br/impressionismo.html

Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX. O nome do movimento origina-se da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet. Os pintores impressionistas não se interessavam em temáticas nobres ou retrato fiel da realidade. Utilizavam pinceladas soltas para destacar a luz e o movimento. Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da natureza. Nas telas dos impressionistas são retratados os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas cores da natureza. As cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol, e uma dessas mudanças implica na alteração de cores e tons. A primeira exposição pública impressionista foi realizada em 1874, em Paris. Entre os expositores estava Claude Monet (1840-1926), Édouard Manet (1832-1883), August Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgard Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Algumas características do autor impressionista: rompe completamente com o passado; inicia pesquisas sobre ilusões ópticas; é contra a cultura tradicional; pertence a um grupo individualizado; entre outras. Apesar de Édouard Manet não ter se considerado um impressionista, foi em torno dele que se reuniu grande parte dos artistas que posteriormente foram chamados de impressionistas. O Impressionismo serviu para inúmeros artistas desenvolverem seu estilo próprio, como por exemplo, para Van Gogh, Paul Cézanne, Toulouse-Lautrec.


Claude Monet (1840-1926), foi o iniciador da escola impressionista. O Impressionismo foi o natural desenvolvimento do Realismo. Nasceu, elaborou-se e definiu-se dentro do Realismo. Fazem parte desse movimento Claude Monet, Auguste Renoir, Coubert, Manet, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Berthe Morisot e Edgard Degas, Ernest-Lurent, Henri Martin, Le Sidaner, o alemão Fritz Von Uhdeentre outros.
Foi um movimento em que jovens pintores se juntaram, criaram suas obras e resolveram fazer uma exposição: sofreram críticas e atos de indignação da maioria dos visitantes e da crítica, considerando-os falsos pintores. A exposição encerrou-se 1 mês depois. Eram chamados de ‘selvagens obstinados’ e que não queriam terminar seus quadros, por preguiça ou incapacidade.
Farsantes! Impressionistas! Gritavam muitos. A palavra Impressionista era gritada pejorativamente. Dois anos depois fizeram outra exposição e pregaram na porta da rua Lê Peletier, 11, uma tabuleta dizendo: ‘Exposição dos Pintores Impressionistas’. Deste modo sarcástico, nascia a nova pintura cujas características técnicas e expressivas se estenderiam a outras artes, inclusive à musica, comClaude Debussy.
Entre restrições e ironias, combatidos sobretudo pela Escola de Belas Artes e pelo Salão Oficial, aos poucos os Impressionistas foram sendo entendidos e compreendidos, quando, em 1886 o grupo se dispersou, cada um tomando seu rumo. A nova pintura tornou-se conhecida nos demais países europeus e suas obras admiradas e adquiridas por colecionadores nacionais e estrangeiros.Os Impressionistas inovaram na técnica e na expressão da pintura. A realidade era vista de um modo original, diferente da pintura retratada até então.
Os Impressionistas se diferenciavam de outras Escolas, e diziam eles:
1 – Que a cor não era uma qualidade permanente na natureza; as tonalidades estão mudando constantemente, ao contrário, estão mudando incessantemente, com sutilezas impermeáveis ao olhar embotado ou desatento.2 – A linha não existe na natureza. A linha é uma abstração criada pelo espírito do homem, para representar as imagens visuais.3 – As sombras não são pretas nem escuras. São luminosas e coloridas. São cores e luzes de outras tonalidades.4 – A aplicação dos reflexos luminosos ou do contraste das cores se influenciam reciprocamente. Essas influências obedecem ao que se chama ‘a lei das complementares’, percebida pela sensibilidade de muitos pintores e depois formulada em bases científicas.5 – A dissociação das tonalidades ou a mistura ótica das cores.
Na ânsia de obter a limpidez e transparência das cores naturais, os impressionistas resolveram produzi-las na pintura como as produz a natureza. Quando queriam representar o verde, por exemplo, em lugar de darem uma pincelada de verde, já preparado na paleta com a mistura do amarelo e azul, ou do próprio tubo, davam duas pinceladas bem juntinhas, uma azul e outra amarela, a fim de que a mistura das duas cores, produzindo o verde, se fizesse no nosso cristalino, no mesmo processo da natureza. Essas pinceladas, miudinhas, eram usadas por quase todos os impressionistas e denominavam de ‘mistura ótica.