sábado, 6 de agosto de 2011

Pintura Acadêmica no Brasil

imagem:Independência ou Morte, mais conhecido como O Grito do Ipiranga,Pedro Americo
                                                                                  
Em meados do século XIX, o Império Brasileiro conheceu certa prosperidade econômica, proporcionada pelo café, e certa estabilidade política, depois que Dom Pedro II assumiu o governo e dominou as muitas rebeliões que agitaram o Brasil até 1848. Além disso, o próprio imperador procurou dar ao país um desenvolvimento cultural mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso de tendência nitidamente conservadora, que refletia modelos clássicos europeus.
Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura.  Os principais artistas acadêmicos são:

Pedro Américo  - Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou imponentes retratos, como o De Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis - RJ. A sua obra mais divulgada é O Grito do Ipiranga, que atualmente no Museu Paulista.

Vitor Meireles - Em 1861, produziu em Paris, a sua obra mais conhecida A Primeira Missa no Brasil. No ano seguinte, já em nosso país, íntou Moema, que trata da famosa personagem indígena do poema Caramuru, de Santa Rita Durão. Os seus temas eram os históricos, os bíblicos e os retratos.
Almeida Júnior - Considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século XIX. Suas obra retratam temas históricos, religiosos e regionalistas, além disso produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: Picando Fumo, O Violeiro e Leitura.

Missão Artística Francesa no Brasil


                                                              imagem: O Jantar, de Jean-Baptiste Debret

Há duas versões sobre a origem da Missão. A primeira afirma que, por sugestão do conde da Barca, o príncipe Dom João (1767 - 1826) requer ao marquês de Marialva, então representante do governo português na França, a contratação de um grupo de artistas capaz de lançar as bases de uma instituição de ensino em artes visuais na nova capital do reino. Aconselhado pelo naturalista Alexander von Humboldt (1769 - 1859), Marialva chega a Lebreton, que se encarrega de formar o grupo. A outra versão2 afirma que os integrantes da Missão vêm por iniciativa própria, oferecendo seus serviços à corte portuguesa. Formados no ambiente neoclássico e partidários de Napoleão Bonaparte, os artistas se sentem prejudicados com a volta dos Bourbon ao poder. Decidem vir para o Brasil e são acolhidos por D. João, esperançoso de que possam ajudar nos processos de renovação do Rio de Janeiro e de afirmação da corte no país. Recentemente historiadores buscaram um meio termo entre a duas versões, que parece a mais plausível. Fala-se em casamento de interesses: por um lado, o rei teria se mostrado receptivo à criação da academia; a par dessa informação, Lebreton, com o intuito de sair da França, teria oferecido seus serviços, arregimentando artistas dispostos a se refugiar em outro país.
Não foram poucas as dificuldades encontradas pelo grupo para realização da missão. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios é criada por decreto no dia 12 de agosto de 1816, estabelecendo pelo período de seis anos pensão aos artistas franceses. No entanto, ela não passa de uma medida formal, pois não chega a funcionar, devido a causas políticas e sociais: a resistência de membros lusitanos do governo à presença francesa; as dificuldades impostas pelo representante da monarquia francesa, o cônsul-geral coronel Maler; o atraso de ordem material e estrutural no qual se encontrava o Rio de Janeiro; o desprezo da sociedade por assuntos relativos às artes. A escola abre as portas somente em 5 de novembro de 1826, passando por dois outros decretos, o de 12 de outubro de 1820, que institui a Real Academia de Desenho, Pintura e Arquitetura Civil, e o derradeiro, de 25 de novembro do mesmo ano, que anuncia a criação de uma escola de ensino unicamente artístico com a denominação Academia e Escola Real.
Durante o longo tempo de espera, os franceses seguem com suas atividades. Notadamente Debret e Grandjean de Montigny aceitam encomendas oficiais. O primeiro realiza diversas telas para a família real e o último é responsável pelo edifício da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba e outras obras públicas, como o prédio da Alfândega (atual Casa França-Brasil). Por ocasião das festas comemorativas da coroação de Dom João VI, em 1818, ambos idealizam, com Auguste Taunay, a ornamentação da cidade. Debret também se dedica ao ensino de desenho e pintura num espaço alugado, enquanto realiza as aquarelas que marcariam sua obra da fase brasileira.5 No Rio de Janeiro, Nicolas Taunay segue como pintor de paisagem encantado com a natureza tropical.
A situação torna-se difícil com a morte de Lebreton em 1819, e a nomeação, em 1820 do pintor português Henrique José da Silva (1772 - 1834) para a direção da Academia Real. Nicolas Taunay decide voltar para França em 1821 e é substituído pelo filho Félix Taunay (1795 - 1881). Os outros tentam adaptar-se à realidade de uma academia distante de seus planos originais. Com a chegada de reforços franceses, os irmãos Marc Ferrez (1788 - 1850) eZepherin Ferrez (1797 - 1851), escultor e gravador, respectivamente, os remanescentes da Missão6 procuram resistir às adversidades criadas pelo novo diretor. Debret não agüenta por muito tempo e retorna à França em 1831, levando seu aluno preferido, Porto Alegre (1806 - 1879).
Historicamente, além da importância da Missão Artística Francesa como fundadora do ensino formal de artes no Brasil, pode-se dizer que durante o tempo em que esses artistas permanecem no país, dentro ou não da Academia, eles ajudam a fixar a imagem do artista como homem livre numa sociedade de cunho burguês e da arte como ação cultural leiga no lugar da figura do artista-artesão, submetido à Igreja e seus temas, posição predominante nos séculos anteriores. www.itaucultural.org.br/...ic/index.cfm?...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poesia

MANDE SUA POESIA Tbm


O que te prende
Nessa grande corrida
O que se aprende
De uma vida não vivida
O que se espera
De um outro alguém
O que te espera
Numa outra vida, no além
O que se vê
De um olho cego
No que se crê
Num futuro incerto
A vida passa
Com pressa ou com demora
O tempo não espera
A hora é agora
__________________________________________

Um mundo diferente
Cada um cria o seu 
O que esperar da gente
O que se perdeu 
Uma única chance
É o que se tem
Viver um grande romance
Ou esperar por alguém
Criar o seu mundo
Para esquecer o que passou
Ou esperar o fim de tudo 
Procurar o que não achou
A história da sua vida
Faça como quiser
Uma história que foi vivida 
Seja como vier
Uma única chance
Para se aprender
Viva neste instante
Veja o que se vê 
__________________________________________

As horas passam
O tempo vem e vai
Os dias não chegam
O tempo não volta mais

Semanas longas
Sábados apenas borrões 
Segunda a sexta uma demora
Domingos vêm e vão

Pessoas para ver
Outras para lembrar 
Simplesmente esquecer
As pessoas vão passar

Brigas e confusões
O tempo apagará
Ou talvez não
Somente o tempo dirá

O tempo não voltará
Mas cada um tem o seu
Fazer a roda girar
Não chorar pelo que se perdeu 



Autora: Vitória Jamille Lira Alves - 2ºC

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ler o texto Pós-Impressionismo e responder individualmente as questões abaixo (Caderno de Artes)

Pós-Impressionismo é o nome que se dá a diferentes estilos e tendências artísticas cuja origem encontra-se no Impressionismo, tanto como uma reação contrária a ele como visando um desenvolvimento maior da escola.
A maioria dos artistas considerados pós-impressionistas participaram das exibições impressionistas, mas acabaram por tomar outros rumos na realização de sua arte. A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de discordância com os impressionistas.
Tendências como o 
Simbolismo e até o Expressionismo já se encontram nas obras de alguns desses pintores pós-impressionistas.
As divergências dos principais nomes considerados pós-impressionistas com os impressionistas normalmente se concentravam na momentaneidade e extrema subjetividade enevoada em que os últimos baseavam seus trabalhos ou as tendências naturalistas do impressionismo.
Essas divergências, entretanto, manifestavam-se de maneiras e intensidades diferentes nos vários estilos pós-impressionistas.


Os movimentos modernistas, também, devem muito ao Pós-Impressionismo, principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839 - 1906) e sua obstinação em alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, “concretizar“ suas impressões pessoais e “realizar o motivo“.

Acredita-se que de uma forma ou de outra, como por, exemplo, a compreensão considerada errônea realizada pelo cubismo da pintura do artista, todos os artistas e movimentos expressivos do Século 20 tenham sido influenciados por 
Cèzanne.

O Neo-Impressionismo de Seraut e sua extrema valorização das cores também estão inseridos dentro dessa tendência maior pós-impressionista.
Gauguin e a proximidade de sua obra com o movimento poético simbolista, sobrevalorizando as idéias e desprezando o naturalismo, também é considerado um pós-impressionista.
Van Gogh, e seu mundo atormentado, foi outro artista de extrema importância da pintura do Século 19, considerado um dos precursores do expressionismo que pode ser encaixado dentro dessas tendências pós-impressionistas.

Até mesmo 
Toulouse-Lautrec, conhecido pela particularidade de seu estilo, que se desenvolveu independentemente de escolas ou movimentos, pode ser visto como um artista afinado com as tendências pós-impressionistas.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.
1)    O que significou o Pós-Impressionismo no panorama da Arte?
2)   Quais os artistas e suas obras mais expressivas no contexto do Pós-Impressionismo?

Prática Artística Bimestral (individual ou em grupo: Combinar com o Professor) 2,0 pts

Músicas do PAS:
Cantata 140 (Wachet auf, ruft uns die Stimme) de Johann Sebastian Bach,
Ária para Soprano e Baixo, de J.S. Bach
Kyrie e Lacrimosa da Missa de Réquiem de Mozart K 626
I dreamed a dream , por Susan Boyle
Subida do Morro, de Moreira da Silva
Você não soube me amar, da Blitz
Quereres, de Caetano Veloso
Billie Jean, de Michael Jackson.
Matança, de Jatobá, cantada por Xangai
Fado Tropical, de Chico Buarque de Holanda.
Dino Rocha (Para ti Ponta Porã),
Sivuca (Feira de Mangaio),
Renato Borguetti e Vítor e Léo (Milongas para as missões),
Toninho Ferragutti (Forró Classudo),
Carmem Miranda (Disseram que eu voltei americanizada),
Carnaval dos Animais: Introdução; Tartaruga; Os fosseis, de Saint Saëns,
Aboio tema da Abertura do Auto da Compadecida
Rock das Cachorras, de Léo Jayme com Eduardo Dusek
Kaiowas, do Sepultura.

Caderno de Artes/Glossário Artístico

 1 – Danguerreotipia; 2 – A Redenção de Cã, 1895, de Modesto Broccos y Gomes; 3 – De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? 1887, de Paul Gauguin,; 4 – O Semeador, de Vincent Van Gogh; 5 – Tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte, de George Seurat; 6 – Sagração de D. Pedro I, 1823, de Jean Baptiste Debret; 7 - A Boa Educação, século XVII, de Jean –Baptiste Chardin,; 8 – 1091 Golfo de Nápoles com o Vesúvio ao fundo, de Eliseu Visconti; 9 –Sara Bernhardt 1859, fotografias de Nadar,  10 – O Jantar, de Jean-Baptiste Debret; 11 - Arrufos, 1887, de Belmiro de Almeida; 12 - O Retrato, de Adele Block Bauer, de Gustav Klint   2,0 pts

CONTEÚDO DO TARABALHO 3º BIMESTRE - 2ºs A B C D E F - Matutino

1) O Pós-Impressionismo (Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec)
2) Missão Artística Francesa no Brasil
3) Pintura Acadêmica no Brasil (Almeida Junior, Belmiro de Almeida, Pedro Américo e Vitor Meireles)
4) Teatro Épico de Bertold Brecht
5) Músicas dos objetos de conhecimentos do PAS (Moreira da Silva, Carmem Miranda, Chico Buarque, Caetano Veloso, Blitz, Xangai, Michel Jackson e outros...)
         Cada grupo deverá entregar um trabalho escrito sobre o assunto que lhe coube na data combinada para sua apresentação. (Apresentação Power Pointer, Movie Maker... que tenha a preocupação com a sua visualidade. Artista, nome da obra) 2,0 pts.