terça-feira, 26 de julho de 2011

Ler o texto Pós-Impressionismo e responder individualmente as questões abaixo (Caderno de Artes)

Pós-Impressionismo é o nome que se dá a diferentes estilos e tendências artísticas cuja origem encontra-se no Impressionismo, tanto como uma reação contrária a ele como visando um desenvolvimento maior da escola.
A maioria dos artistas considerados pós-impressionistas participaram das exibições impressionistas, mas acabaram por tomar outros rumos na realização de sua arte. A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de discordância com os impressionistas.
Tendências como o 
Simbolismo e até o Expressionismo já se encontram nas obras de alguns desses pintores pós-impressionistas.
As divergências dos principais nomes considerados pós-impressionistas com os impressionistas normalmente se concentravam na momentaneidade e extrema subjetividade enevoada em que os últimos baseavam seus trabalhos ou as tendências naturalistas do impressionismo.
Essas divergências, entretanto, manifestavam-se de maneiras e intensidades diferentes nos vários estilos pós-impressionistas.


Os movimentos modernistas, também, devem muito ao Pós-Impressionismo, principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839 - 1906) e sua obstinação em alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, “concretizar“ suas impressões pessoais e “realizar o motivo“.

Acredita-se que de uma forma ou de outra, como por, exemplo, a compreensão considerada errônea realizada pelo cubismo da pintura do artista, todos os artistas e movimentos expressivos do Século 20 tenham sido influenciados por 
Cèzanne.

O Neo-Impressionismo de Seraut e sua extrema valorização das cores também estão inseridos dentro dessa tendência maior pós-impressionista.
Gauguin e a proximidade de sua obra com o movimento poético simbolista, sobrevalorizando as idéias e desprezando o naturalismo, também é considerado um pós-impressionista.
Van Gogh, e seu mundo atormentado, foi outro artista de extrema importância da pintura do Século 19, considerado um dos precursores do expressionismo que pode ser encaixado dentro dessas tendências pós-impressionistas.

Até mesmo 
Toulouse-Lautrec, conhecido pela particularidade de seu estilo, que se desenvolveu independentemente de escolas ou movimentos, pode ser visto como um artista afinado com as tendências pós-impressionistas.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.
1)    O que significou o Pós-Impressionismo no panorama da Arte?
2)   Quais os artistas e suas obras mais expressivas no contexto do Pós-Impressionismo?

Prática Artística Bimestral (individual ou em grupo: Combinar com o Professor) 2,0 pts

Músicas do PAS:
Cantata 140 (Wachet auf, ruft uns die Stimme) de Johann Sebastian Bach,
Ária para Soprano e Baixo, de J.S. Bach
Kyrie e Lacrimosa da Missa de Réquiem de Mozart K 626
I dreamed a dream , por Susan Boyle
Subida do Morro, de Moreira da Silva
Você não soube me amar, da Blitz
Quereres, de Caetano Veloso
Billie Jean, de Michael Jackson.
Matança, de Jatobá, cantada por Xangai
Fado Tropical, de Chico Buarque de Holanda.
Dino Rocha (Para ti Ponta Porã),
Sivuca (Feira de Mangaio),
Renato Borguetti e Vítor e Léo (Milongas para as missões),
Toninho Ferragutti (Forró Classudo),
Carmem Miranda (Disseram que eu voltei americanizada),
Carnaval dos Animais: Introdução; Tartaruga; Os fosseis, de Saint Saëns,
Aboio tema da Abertura do Auto da Compadecida
Rock das Cachorras, de Léo Jayme com Eduardo Dusek
Kaiowas, do Sepultura.

Caderno de Artes/Glossário Artístico

 1 – Danguerreotipia; 2 – A Redenção de Cã, 1895, de Modesto Broccos y Gomes; 3 – De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? 1887, de Paul Gauguin,; 4 – O Semeador, de Vincent Van Gogh; 5 – Tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte, de George Seurat; 6 – Sagração de D. Pedro I, 1823, de Jean Baptiste Debret; 7 - A Boa Educação, século XVII, de Jean –Baptiste Chardin,; 8 – 1091 Golfo de Nápoles com o Vesúvio ao fundo, de Eliseu Visconti; 9 –Sara Bernhardt 1859, fotografias de Nadar,  10 – O Jantar, de Jean-Baptiste Debret; 11 - Arrufos, 1887, de Belmiro de Almeida; 12 - O Retrato, de Adele Block Bauer, de Gustav Klint   2,0 pts

CONTEÚDO DO TARABALHO 3º BIMESTRE - 2ºs A B C D E F - Matutino

1) O Pós-Impressionismo (Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec)
2) Missão Artística Francesa no Brasil
3) Pintura Acadêmica no Brasil (Almeida Junior, Belmiro de Almeida, Pedro Américo e Vitor Meireles)
4) Teatro Épico de Bertold Brecht
5) Músicas dos objetos de conhecimentos do PAS (Moreira da Silva, Carmem Miranda, Chico Buarque, Caetano Veloso, Blitz, Xangai, Michel Jackson e outros...)
         Cada grupo deverá entregar um trabalho escrito sobre o assunto que lhe coube na data combinada para sua apresentação. (Apresentação Power Pointer, Movie Maker... que tenha a preocupação com a sua visualidade. Artista, nome da obra) 2,0 pts.

domingo, 12 de junho de 2011

Ângelus – Jean François


A obra Ângelus é o quadro mais famoso do pintor francês Jean François Millet e o que melhor exprime seu compromisso com o realismo. Millet mostra dois camponeses orando, dando graças a Deus pela colheita obtida através do suor e do esforço de muitos dias. É uma obra do ano de 1859 e hoje integra o aervo do museu de Orsay. Nesta famosa pintura, um homem e uma mulher em pé, em uma postura de reverência, na Hora do Ângelus. Ele de cabeça baixa, segurando o chapéu, ela leva as mãos ao peito num sinal de devoção. O Ângelus é uma pratica religiosa, realizada em devoção à Imaculada Conceição, repetida três vezes ao dia, de manhã, ao meio dia e ao entardecer. A oração é constituída de três textos que descrevem o mistério da Encarnação, respondidos com Ave Maria e uma oração final. Na tepidez de seus ocres e marrons, no lirismo de sua luz, na magnificência e dignidade de suas figuras humanas, o pintor manifestava a integração do homem com a natureza.

Ensaio de Ballet – Edgar Degas

O quadro é marcado pelos tons vibrantes, marca do pintor Degas. O quadro é muito expressivo, a bailarina parece que voa e o ambiente em torno dela mostra movimento. A obra possui vida. Esse é mais um quadro de Edgar Degas que retrata o Ballet.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fotografia com Arte

Mande sua foto srbukater@r7.com


                                                                                      foto: Marcos Luis 2ºC


Falar em arte, fotografia e novas tecnologias, significa falar do desenvolvimento técnico, do desdobrar do saber, retrato do ser humano e da humanidade contemporâneos. A arte sempre utilizou diferentes técnicas: técnicas médicas para embalsamar as múmias do Egito; técnicas para fixar as tintas; técnicas de construção (engenharia e arquitetura) em monumentos, castelos, igrejas, técnicas artesanais para a fabricação de pincéis; as técnicas de reprodução da imagem: xilogravura, gravura sobre metal, litografia, serigrafia, off-set, etc.


A perspectiva nada mais é do que sistematização do olhar, uma técnica para transcrever sobre um suporte a visão. A fotografia introduziu um procedimento químico que permitiu fixar um espectro da imagem visualizada. Muitos crêem que foi a fotografia que forçou a arte a pintar como os impressionistas e, depois, os cubistas. Não estou bem certa disto. Todo um contexto novo gerado pela revolução industrial deu à vida uma nova dimensão. Havia, além do aparecimento de objetos industrializados, uma aceleração da produção, uma aceleração da vida em si, que gerava uma nova compreensão do mundo. Costumo dizer que havia, nesta época, como há agora, uma nova ecologia simbólica sendo gerada.

Os impressionistas são conhecidos por pintarem ao ar livre e este fato é pensado, muitas vezes, apenas, como um desejo de criar novidade na arte. Os impressionistas –não esqueçamos que houve Turner, na Inglaterra, antes deles, e que Turner muito viajou pela França fazendo aquarelas - foram levados a pintar ao livre porque, com a revolução industrial, começou-se a produzir as tintas industriais e as bisnagas de tinta tal qual as conhecemos hoje, e isto facilitava enormemente o transporte das tintas. Antes, as tintas tinham que ser produzidas pelo pintor, ou por um aluno, no atelier, e eram guardadas em bexigas animais (tripas) frágeis ou vidros muito pesados. Cézanne pintou com pincéis e espátulas produzidos industrialmente, obtendo uma pintura totalmente renovada. Tintas e novas cores industriais, bisnagas de metal, pincéis e espátulas feitos em série são frutos da Revolução Industrial que vieram definitivamente modificar a Arte.

Os dadaístas trouxeram enormes inovações, não só para a Arte, mas também para a tipografia e a propaganda. Acredito que o próprio conceito de arte foi modificado, neste momento. Esta afirmativa seria óbvia se estivéssemos pensando nos ready-mades de Marcel Duchamp, mas estamos nos referindo apenas aos panfletos dadaístas. Além disto, este movimento esboçou o que depois viria a tornar-se a linguagem artística performance (happennings, body-art, art corporel) que trouxe a arte tornada efêmera, o tempo como elemento estético da arte, o corpo como sujeito e objeto da arte, a arte multidisciplinar. Tantas novidades foram geradas por uma realidade no limite do absurdo: a Primeira Guerra, dita, mundial que na realidade arrasou a Europa matando 8.700 mil pessoas. Apenas na França, a guerra deixou 700 mil mutilados! O dadaísmo nasce desta realidade, deste momento histórico. A arte está toda plena da história, da política, da economia, da produção industrial, atualmente, da ecologia das, ditas, novas tecnologias, da globalização. Por isso mesmo, me referi acima, a uma nova ecologia simbólica. A noção de ecossistema é uma noção que evidencia que a menor parte é imprescindível para o todo e que este todo pode ser destruído por um mal-estar pequeno de uma menor parte. Assim "voluem" (para evitar o 'evoluir' carregado de uma noção de progresso) a arte, as técnicas, as ciências, as histórias…, por processos rizomáticos em planos imanentes diriam Gilles Deleuze e Félix Guattari. [i]

A técnica da informática (a palavra 'tecnologia' -saber sobre a técnica- tem sido utilizada, sem uma maior reflexão, para designar uma técnica avançada), a técnica digital, e a rede de informações, como anteriormente outras técnicas, vem, certamente, ampliar as possibilidades da arte. Mas também, a globalização virá modificar o conteúdo da arte.

A fotografia digital, altamente manipulável, virá reconduzir a falsa idéia de que a fotografia química representava o real. De fato, a fotografia sempre foi um corte do real, corte espacial (recorte) e temporal (60 avos de segundo, em média), uma manipulação do real, fosse ela manipulação de iluminação ou de laboratório. 

Os efeitos especiais, no cinema, e as animações tridimensionais geradas por computador, eu diria, estão arrancando nossas crianças do que se crê real. Nos parques de diversões imergimos em realidades tridimensionais, totalmente geradas por computador, e somos levados à sensações físicas de desconforto como na realidade. E para as crianças, sem uma noção precisa da diferença entre real e imaginado/criado pelo homem e suas técnicas, estas experiências se incrustam…

A rede de informações, que do meu ponto de vista, só é rede de comunicações quando há performance, interlocução, vem interceptar o quotidiano, daqueles que a ela tem acesso, de forma radical e definitiva.

Muitos são os pontos sobre os quais incidem estas novidades técnicas: os livros se redefiniram com os CD-Roms; a música, tanto em seu fazer artístico quanto em sua forma de difusão, multiplicou possibilidades; a matemática revitalizou-se com os fractais de Mandelbrot, e a teoria do caos redimensionou a física, a química e a biologia; a meteorologia, a ecologia,… tudo está sendo monitorado por satélites o tempo todo, os computadores, a partir dos dados recolhidos, chegam a resultados nunca imaginados.

Para o artista, de fato, não importa utilizar-se, ou não, das novas técnicas. Utilizar-se de novas técnicas não implica necessariamente fazer uma arte nova. Ao contrário, muitas vezes, o artista ao utilizar-se de novas técnicas, se perde, perde a busca de algo que realmente represente as inquietações, os prazeres e a consciência do público. O público, também, ao maravilhar-se com a novidade técnica, perde seu senso crítico. O que importa, para o artista, é estar consciente dos anseios do indivíduo, sabedor das realidades locais e pleno dos processos no mundo. Independentemente da técnica utilizada, importa realizar um trabalho que, como conceito, esteja imerso na atualidade.
Fonte:http://www.corpos.org/papers/artefoto.html